RCFM / Claudia Souza, Juliana Bonazza e Thaís Figueiredo abordam políticas para mulheres e ameaças contra advogada
Secretária de Assistência Social de Iguaba Grande, advogada Juliana Bonazza e presidente da OAB Cabo Frio, Thaís Figueiredo falam sobre criação da Secretaria da Mulher e apoio em caso de ameaças
Por Giulia Navarro
O programa Renata Cristiane Online, exibido em formato multiplataforma pela Rádio RCFM, recebeu nesta quinta-feira (12) Claudia Souza, secretária de Assistência Social de Iguaba Grande; Juliana Bonazza, advogada; e Thaís Figueiredo, presidente da OAB Cabo Frio. As convidadas discutiram políticas públicas voltadas às mulheres, a criação da Secretaria da Mulher em Iguaba Grande e o caso de ameaças sofridas por Juliana durante uma disputa judicial.
A secretária Claudia Souza falou sobre a criação da Secretaria de Direitos e Cuidados da Mulher, pasta que ela deverá assumir em breve. Segundo Claudia, as políticas voltadas para as mulheres começaram a ser estruturadas ainda na gestão do prefeito Vantoil Martins, com a criação do Setor de Política para as Mulheres. Desde então, diversas ações foram desenvolvidas em parceria com o Governo do Estado, o Sebrae e instituições voltadas à proteção feminina.
Apesar dos avanços, Claudia ressaltou que os números de violência contra a mulher ainda preocupam. Iguaba Grande encerrou o ano de 2025 com quase 450 mulheres vítimas de violência e um caso de feminicídio, o que reforçou a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento.
“A Secretaria de Direitos e Cuidados da Mulher vai ser um espaço de apoio, acolhimento e orientação. O nosso trabalho será lutar pela proteção das mulheres e pela garantia dos direitos”, afirma Claudia.
No quadro Like e Deslike, exibido dentro do programa, a secretária também compartilhou suas opiniões sobre temas atuais:
“O meu like vai para o prefeito Fabinho Costa. O meu deslike vai para os adolescentes redpill”, declarou.
A advogada Juliana Bonazza e a presidente da OAB Cabo Frio, Thaís Figueiredo, comentaram o caso de ameaças de morte que Juliana afirma estar sofrendo por parte de um empresário. Segundo Thaís, a subseção da OAB em Cabo Frio acompanha o caso e atua no processo como amicus curiae, iniciativa aceita pela juíza responsável pela ação.
Juliana explicou como começaram as ameaças após uma decisão judicial favorável em um processo relacionado à nomeação de inventariante:
“Simplesmente obtive êxito e foi um êxito que provocou a ira de uma pessoa que perdeu um pedido num processo judicial numa disputa de nomeação de inventariante. É uma pessoa muito conhecida, o Sr. Antônio Duarte, um dos fundadores do grupo Boi Bom. O Cláudio é filho do Sr. Antônio Duarte”, afirmou.
De acordo com a advogada, ela já prestava assistência jurídica ao empresário Antônio Duarte, que solicitou que a nomeação de inventariante fosse destinada ao neto após sua morte. Após a decisão judicial, o filho dele, Cláudio, teria iniciado uma série de ofensas públicas e ameaças.
O caso é investigado como coação no curso do processo, crime caracterizado por ameaças com o objetivo de constranger alguém a desistir de atuar em um processo judicial.
“Eu sou uma advogada que está sendo impedida de trabalhar. Eu nunca andei de carro blindado. Eu nunca tive segurança. Eu dispensei motorista porque eu amo minha privacidade. É terrível viver assim. Eu não tenho mais o acesso que eu tinha nem aos meus filhos”, desabafa Juliana.
Ao final da participação, Juliana Bonazza e Thaís Figueiredo também participaram do quadro Like e Deslike, deixando uma mensagem simbólica. O like foi direcionado “para Deus e para a Justiça”, enquanto o deslike foi para “o diabo e a covardia”.
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