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Gasolina passa de R$ 7 e postos limitam abastecimento na Região dos Lagos

Consumidores relatam aumentos no mesmo dia e restrição de 20 litros; Procon investiga possível prática abusiva em Cabo Frio

Gasolina passa de R$ 7 e postos limitam abastecimento na Região dos Lagos
Gasolina passa de R$ 7 e postos limitam abastecimento na Região dos Lagos (Foto: Reprodução)

Por Letycia Rocha


Motoristas da Região dos Lagos têm enfrentado dias de incerteza ao abastecer. Além do aumento repentino no preço da gasolina – que já ultrapassa os R$ 7 por litro e, em alguns casos, se aproxima de R$ 7,90 – consumidores relatam que alguns postos estão limitando o abastecimento a apenas 20 litros por veículo.


Outro fator que chama atenção é a mudança de valores mais de uma vez no mesmo dia, o que tem gerado desconfiança e revolta entre clientes. Nas redes sociais, internautas questionam os motivos do aumento, principalmente no caso do etanol, que não é diretamente ligado ao petróleo. Há também críticas à atuação de proprietários de postos e pedidos de fiscalização mais rigorosa.


Apesar de os caminhoneiros já terem cancelado a possibilidade de uma greve, o preço dos combustíveis segue pressionado. O cenário é influenciado pela alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões envolvendo o Irã, o que acaba refletindo no Brasil e impactando diretamente o bolso do consumidor.


Diante das denúncias, o Procon de Cabo Frio realizou uma fiscalização nesta sexta-feira (20) em postos do distrito-sede do município. A ação teve como objetivo apurar possíveis aumentos abusivos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).


Durante a operação, as equipes exigiram notas fiscais de compra junto às distribuidoras para verificar se houve reajuste que justificasse o repasse ao consumidor. A fiscalização também será realizada em Tamoios nos próximos dias.


Os postos que apresentaram preços mais elevados foram notificados e terão o prazo de dez dias para apresentar documentos referentes às compras feitas nos meses de fevereiro e março. Caso não seja comprovado aumento nos custos de aquisição, os estabelecimentos poderão sofrer sanções, como aplicação de multas.


Enquanto isso, motoristas seguem tentando driblar os altos preços e as limitações impostas, em meio a um cenário de instabilidade que ainda não tem previsão de normalização.

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