Secretaria da Mulher de Cabo Frio define prioridades e estrutura plano integrado para as próximas ações
Melhoria da comunicação entre setores e ampliação do atendimento às moradoras de todo o município estão entre os principais objetivos. Nesta terça (31) será lançado o selo "Empresa Amiga da Mulher"
Por Andréa Reys
Fortalecer a comunicação entre os setores e dar respostas rápidas às demandas urgentes foram as principais prioridades definidas em reunião realizada na última sexta (27), que irão nortear as próximas ações da recém-criada Secretaria da Mulher. As medidas também ampliam o acolhimento a mulheres em situação de violência, além de contemplar iniciativas nas áreas de saúde, empreendedorismo e emprego.
Durante o encontro com os comandos das patrulhas Maria da Penha municipal e estadual, além de representantes do Poder Judiciário e do Conselho Tutelar, a secretária da Mulher, Alexandra Codeço, destacou a necessidade de ações imediatas.
“Precisamos de espaços onde a mulher se sinta acolhida e protegida. Vamos retomar a casa de acolhimento emergencial, para que a guarda possa encaminhar vítimas de violência em situações urgentes. Também é prioridade fortalecer a comunicação entre os setores e ampliar o atendimento, especialmente para moradoras de Tamoios e de áreas em vulnerabilidade social”, afirmou.
Com a criação da nova secretaria, iniciativas importantes ganham mais força para se consolidar, como a realização de palestras em sala de aula sobre violência doméstica e psicológica.
SELO “EMPRESA AMIGA DA MULHER”
Outra prioridade será o lançamento, nesta terça-feira (31), do selo “Empresa Amiga da Mulher”, uma iniciativa que incentiva empresas locais a priorizarem a contratação de mulheres, além de promover qualificação profissional e bem-estar no ambiente de trabalho.
“As crianças que crescem em ambientes marcados por conflitos, coerção e diferentes formas de violência muitas vezes não conseguem identificar o que é errado e acabam reproduzindo esses padrões. Se não rompermos esse ciclo desde cedo, a sociedade não muda. Precisamos ensinar meninos e meninas a reconhecer a violência — seja psicológica, patrimonial ou física — e, principalmente, a buscar ajuda”, completou a secretária da Mulher.
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