Cabo Frio recebe Feira Quilombola com edição especial de Dia das Mães neste sábado (9)
Evento contará com desfile e momentos de enaltecimento de mães quilombolas e expositoras
Por Sabrina Sá
O Horto Municipal Antônio Ângelo Trindade Marques de Cabo Frio recebe, neste sábado (9), mais uma edição da Feira Quilombola, realizada sempre no segundo sábado de cada mês. Desta vez, o evento, que acontece entre 9h e 15h, será dedicado às mães, como celebração da data comemorada oficialmente no domingo (10). A programação do dia festivo inclui desfile, homenagem às mães quilombolas e expositoras e um repertório musical especial comandado pelos artistas Jiseli Gaspar e Junior Carriço.
Além das atividades que celebram o amor e o papel essencial das mães e mulheres em seus lares e na sociedade, a feira traz a mesma oferta de produtos variados e gastronomia afro-brasileira diferenciada, como nas edições anteriores.
Buscando valorizar os saberes tradicionais quilombolas e fortalecer a identidade cultural e a economia solidária, o evento promove a comercialização de uma variedade enorme de artesanato e produtos da agricultura familiar incluindo frutas, legumes, verduras, grãos e temperos.
A Feira Quilombola é uma realização das cooperativas das Comunidades Quilombolas da Região dos Lagos (Cooperquilombo) e da Agricultura Familiar da Região dos Lagos (CoopaLagos), com apoio da Prefeitura de Cabo Frio, por meio das secretarias de Meio Ambiente, Clima e Saneamento e de Cultura, do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e do Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.
Atualmente, cerca de 80 expositores de Tamoios, e de outros municípios da Região dos Lagos, estão cadastrados na Feira, com participação em sistema rotativo.
“Será um momento de celebração, fortalecimento coletivo e reconhecimento das mulheres que constroem, diariamente, caminhos de autonomia, geração de renda e desenvolvimento comunitário. Após várias edições, a feira, hoje, se consolida como um ponto de encontro e resistência da ancestralidade quilombola, indo muito além da simples comercialização de produtos”, destacou a organizadora da feira, a engenheira ambiental e sanitarista Alessandra Rangel, que também é membro da comunidade quilombola Maria Romana.
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