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TJRJ arquiva processo da Lava Jato que condenou ex-deputado Paulo Melo no Rio

Decisão do Órgão Especial anulou ação da Operação Cadeia Velha após entendimento do STF sobre irregularidades nas provas usadas pela Justiça Federal

TJRJ arquiva processo da Lava Jato que condenou ex-deputado Paulo Melo no Rio
TJRJ arquiva processo da Lava Jato que condenou ex-deputado Paulo Melo no Rio (Foto: Reprodução)

Por Sabrina Sá


O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) arquivou o processo da Lava Jato que havia condenado o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Paulo Melo, a 12 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. A decisão do Órgão Especial do TJRJ também beneficiou o ex-deputado Edson Albertassi e atendeu a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.


O arquivamento foi fundamentado em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou provas obtidas durante as investigações da Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. Segundo o STF, a 7ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável pelos processos da Lava Jato no estado, não tinha competência para conduzir o caso.


A Operação Cadeia Velha foi deflagrada em novembro de 2017 e investigava um suposto esquema de pagamento de propina por empresários do setor de transporte coletivo a deputados estaduais da Alerj em troca da aprovação de leis de interesse das empresas de ônibus.


Além de Paulo Melo e Albertassi, a investigação também envolveu o ex-presidente da Alerj Jorge Picciani, que morreu em 2021 durante tratamento contra um câncer. Por isso, a decisão atual menciona apenas Paulo Melo e Albertassi.


No voto apresentado ao Órgão Especial, a desembargadora Mônica Feldman de Mattos destacou que as provas utilizadas no processo foram consideradas nulas pelo STF por terem sido produzidas por um juízo considerado incompetente. Segundo a magistrada, sem essas provas, não haveria justa causa para manter a ação penal.


“Em verdade, afastadas as provas cuja nulidade foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, é forçoso o reconhecimento da ausência de justa causa”, afirmou a desembargadora em seu voto, seguido de forma unânime pelos demais magistrados.


Em nota, o advogado Flávio Mirza, responsável pela defesa de Paulo Melo, declarou que “o trabalho técnico realizado pelo escritório foi exitoso, tendo sido feita a Justiça”. Já a defesa de Edson Albertassi informou que não iria se manifestar sobre a decisão.


Paulo Melo é o entrevistado da RCFM nesta terça-feira (12). Acompanhe pelo Youtube:



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