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GR Homem amplia atendimento para receber novos encaminhamentos judiciais em Cabo Frio

Participantes com medidas protetivas também serão direcionados ao projeto; 25 homens já foram atendidos pela atual gestão

GR Homem amplia atendimento para receber novos encaminhamentos judiciais em Cabo Frio
GR Homem amplia atendimento para receber novos encaminhamentos judiciais em Cabo Frio (Foto: Reprodução)

A Prefeitura de Cabo Frio vai ampliar o atendimento do Grupo Reflexivo do Homem (GR Homem) para receber também homens encaminhados pelo Judiciário após a concessão de medidas protetivas em casos de violência doméstica. A nova frente priorizará situações relacionadas a lesão corporal, ameaça e descumprimento de medida protetiva.


A ampliação foi definida durante uma reunião realizada nesta segunda-feira (21), no Fórum da Comarca de Cabo Frio, entre representantes da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres e o juiz da Vara de Violência Doméstica, Danilo Marques Borges. O encontro alinhou o novo fluxo de encaminhamentos e reforçou a integração entre o município e o Poder Judiciário no enfrentamento à violência contra a mulher.


Na atual gestão, 25 homens já passaram pelo projeto, e a equipe trabalha na formação da terceira turma. Com os novos encaminhamentos, a expectativa da Secretaria da Mulher é triplicar o número de participantes atendidos.


“Nosso compromisso central é proteger as mulheres e interromper o ciclo da violência. Quando o município e o Judiciário atuam de forma articulada, conseguimos dar continuidade às medidas aplicadas e ampliar o trabalho de responsabilização dos homens. O objetivo é promover uma mudança real de comportamento e evitar que novas violências aconteçam”, destaca a secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Alexandra Codeço.


Responsabilização também é prevenção


O GR Homem promove encontros reflexivos com homens autores de violência doméstica e familiar. Durante as atividades, são trabalhados temas como as diferentes formas de violência, relações de gênero, responsabilização pelas próprias condutas e construção de formas não violentas de lidar com conflitos.


A proposta não substitui as medidas judiciais aplicadas em cada processo. O trabalho acrescenta uma dimensão educativa e preventiva à resposta do poder público, atuando sobre comportamentos que sustentam e naturalizam a violência.


A iniciativa encontra respaldo na Lei Maria da Penha: o artigo 22 prevê o comparecimento do autor da violência a programas de recuperação e reeducação, além do acompanhamento psicossocial individual ou em grupo de apoio.


Os grupos reflexivos são reconhecidos pelo Conselho Nacional de Justiça como uma estratégia de enfrentamento à violência contra a mulher, voltada à responsabilização dos autores e à prevenção de novas ocorrências.


A participação no GR Homem ocorre a partir de encaminhamento judicial. Com a ampliação do fluxo, o Município fortalece a atuação integrada da rede de proteção e passa a alcançar homens em diferentes etapas dos processos relacionados à violência doméstica.

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